Sou muita ternura ou chama , sou amor e paixão , sou meiga e sonhadora, uma sonhadora eterna ! Sou assim e assim, romantica , selvagem, calma e feroz, mas... sincera

Eu mesma!

Selo para Levar Consigo


sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Medos



 Enfrentei os meus medos

Andei na mesma rua
 Não vi a tua sombra
Senti a verdade nua e crua

Enfrentei os meus medos

 Morri e renasci
Ausente do teu olhar
Libertei os meus segredos
A ausência pressenti
 Da dor, loucura por te amar

Enfrentei os meus medos

 No fado da tua voz
 Chorei na pele o calafrio
Ao sentir o amor em nós
Perdida no lamento, o vazio

Prometi a mim mesma não chorar
 Calquei o coração
Retornei ao mesmo lugar
 Esmaguei esta paixão

Oh, meu amor, meu amor

Amargurada, recordo o teu olhar
 Invisível passo e morro no teu tempo
Calada, na esperança de te alcançar
 Espero por ti, na demora do pensamento

Prometi, prometi
Mas se tu és poema, o meu afecto
E viver é em ti renascer
Nada mais prometo




quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Ausência sentida



Ausentei-me do mundo, acordei abalançar
E todo o meu corpo é fonte, clara e perfeita, safira verdadeira
(tua, inteira)

... Na água pura, etérea, nua dos sentidos, habitas-me e sou mar
A  pele com saudade, é céu, silêncio perfumado, flor de laranjeira


No oceano do meu desejo deslizas, na paz dos deuses, luzes azuis e brisas, apenas tu e eu, felizes

Visão do paraíso, a boca no sol da tua boca, o nosso sorriso

...O céu de AMOR


sábado, 7 de setembro de 2013

Mar de rosas



Adoro,

Descobrir-te no mapa da noite, delirar com ousadia
os gemidos que calo em mim, o prazer que a nudez anseia

Adoro,

O céu da tua boca nua
ondulante, a língua que no beijo sua

Respira quem eu sou
o jardim do corpo no teu
abro-me em pétalas e tanto eu dou

Mar de rosas em movimento
a pele vulcão
prendo-te em mim com sedução

Faminta, brindo à vida, bebo da fonte em ti perdida...




terça-feira, 3 de setembro de 2013

Diz-me


Diz-me,
Se o meu olhar é aquele que te ama
Porque foges e te escondes na angústia?

Diz-me,
Se me sentes, e em ti guardas o beijo das palavras
Porque choram as minhas lágrimas?

E as mágoas
Porque as ouves, mas não as derrotas?

É a dor, emoção, o receio de me condenar ou absolver?
[pensas tu, para me esquecer]

Quem, quem?
Quem entende o meu presente e ampara o meu passado
O coração sufocado, a saudade no peito cravado?

Estou cansada, amargurada, deste amor sem grito
Da distância, do silêncio, da incoerência que faz sofrer
E se o nada é tudo, as estrelas serão veludo, onde me deito, o infinito
[ para não morrer]

E quando acordo, o sol é escuridão e para ti, eu escrevo...

Perco-me sem destino, o coração é teu
[a alma chora que és meu]
Respira o perfume que aqui deixo, as rosas caem do céu

O poema com alento, não me mata, mas sustenta, alimenta-me
[e só tu saberás decifrar-me]

O amor, chamo-o pelo teu nome
O teu nome, a minha fome