Sou muita ternura ou chama , sou amor e paixão , sou meiga e sonhadora, uma sonhadora eterna ! Sou assim e assim, romantica , selvagem, calma e feroz, mas... sincera

Eu mesma!

Selo para Levar Consigo


terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Abandono



Esperei toda a minha vida por ti, esperei-te e imaginava
perdi noção das horas, dos dias, as noites que foram poesias...
de longe, já te amava, quando te vi, eras tudo o que eu sonhava

O sol amanheceu comigo, nua no calor do teu abrigo

Abres a janela do quarto num respirar profundo...
(a brisa sufoca-me a garganta)
despido, vestes o mundo

Não, não, não meu amor, abraça-me nas tuas asas!
(rasgo-me no silêncio sem esse voo)

Antes de ires embora, não digas nada...
leva-me contigo ou nem me acordes
 estou cansada

Só poderei amar-te nas palavras?




Grito mudo





As letras do meu desejo, vivem na minha pele
(andas comigo no invisível, o ultimo fôlego de vida)

É sempre em ti que sou o que escrevo

Um esboço do entardecer, cansado do adeus sem despedida

E grito, grito!
(sei-te de cor, sei o som do teu abraço e danço)
no espírito...

Esqueço-me na tua chegada
(a saudade na espera)

E vem a madrugada



Pedaço de mim







Havia nos teus lábios o sol, a pele ardia
(corria-me no corpo o fogo de um beijo)
o veludo da noite adormecia o dia…

Hoje, sou o som do teu poema
(melodia)

Abandonada em mim, entrego-te o nosso amor



Fica





Abri-te a porta

Fica, aqui comigo, não vás embora
preciso de ti, esquece a hora

Fica...tu e o silêncio, meu amor
não procuro ouvir a tua voz
respiro o teu odor

Fica...na sala, na cozinha, no quarto
é alma o que sinto, sei a tua presença
não me toques, ainda assim, não parto

Fica...à lareira, bebe vinho, saboreia
preenche este espaço vazio
da noite nasce o dia, no sono da poesia

Fica...sem falar nem tocar
entra na minha solidão
basta-me o teu olhar

Fica...
Entre o sonho e a realidade
(o fogo, um sol de lua, um gesto novo)
dou-te toda a liberdade

Ontem chorei-te ao relento
(embriagada, lágrimas de saudade)
soltei-as ao vento...

Hoje, acordei a teu lado





Amo-te





Amo-te sabias?

Distante
porque tu és diferente
Presente
vives na minha mente

Amo-te,

Na dor do teu silêncio, boca sem palavras
no rio que corre em ti
(essas tuas lágrimas)
em tudo o que tive, tivemos e nunca perdi

Amo-te,

Sei o teu medo, tanto fala e assim cala
(esse teu refugio, no vale da solidão)
a vida que procuras e as tuas decisões
e como acordas o dia como quem morre sem flores

Amo-te,

Quando choras
e sorris, enfim
quando acordas
(ausente de mim)

Amo-te
(in)segura do teu amor
na esperança de um dia beijares a flor

Amo-te nas minhas preces
dou-te a vida, rezo
(grito à morte que tanto desprezo)

Meu amor...
a alma é tempo, viaja no vento

(e sem desistir, passo horas a olhar o céu, para te ouvir)




segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Despedida






Quando poderei seguir viagem?
se a minha força, a tua coragem

Como te poderei esquecer?
se o teu corpo respira no meu
é beijo, sorriso, que me faz viver

Acordo, oiço-te na alma e ainda cai a madrugada
e choro, silenciosa, a dor da tua voz
(murmúrios da boca cansada)

Como dizer-te adeus, és breve na chegada
(diz-me, prometo não chorar, já senti o nada)

Se da minha pele entristecida, por ti, nasce a poesia adormecida
(sou tua e tanto, tanto, tua)
será poema a nossa vida

És o segredo que guardo no céu



sábado, 11 de janeiro de 2014

Escuta-me




Escuta-me...

Ouves as minhas lágrimas?
já não sei dançar com as palavras...

Apaixonada
tu, uma sombra do meu desejo
e de tudo resta o nada
solitária, chora a boca pelo beijo

Fazes-me falta!

O que faço com este amor que sinto?
perdi-me no meu próprio labirinto
ardem-me as mãos
já não sei pintar o teu sorriso
( não, não, não! não minto)

Escuta-me...

(perto do rio, navego sem calma)


É voz a minha alma




Fala-me de amor




Nada mais lamentes…
lembra-me dos momentos felizes

Fala-me do olhar
das estrelas que sorriem ao dia
do sol que acorda o luar

(e habito as tuas horas de carinho e alegria)

Fala-me do beijo
do arrepio que veste o corpo
dos astros, unidos com desejo

Fala-me da nossa fome, de ti, de mim
e do mel que sua na pele
a sede que é fogo, orgasmo frenesim

Fala-me da paixão que vesti
do silêncio ao gemido, a magia dos dedos
todas as palavras, que um dia eu escrevi
(nua de segredos)

Fala-me de amor, da alma no céu...


(lá, já somos eternos)




Memórias





Em que dia me abandonei?
Qual a hora em que me confessei?

Guardo em mim momentos, a chuva em serenatas
aqueles duvidosos e o tempo segue chorando
(caleidoscópio onde procuro energias)

Pergunto-me,
estarei errada ou será o mundo que me mata?
não sei onde estou ou porque aqui ando

Guardo em mim, pensamentos e nada importa
a janela está fechada, na casa da memória
gritam...quando abro a porta

Do que sei, do que sinto, recordo a minha história

Ajoelho-me…em liberdade
confesso às palavras, ergue-se a sina dos meus medos
o rosário da saudade
(extraída do segredo que tocam os meus dedos)

Sobrevivem aqueles dias em que sonho, para nascer
e um nada, tão cheio de tudo
sorrio, renovo, sempre que acordo, para crescer






Por amor








Amei-te, amei-te tanto, que inventei palavras 
(aquelas que calavas)

Amei-te e chamo-te ainda, tão perto de ti, meu amor
no grito em dor, saudade com garra, trago no peito as asas de um condor

Quero confessar-te...quero muito!
e desde que te vi, és alma que mora na minha alma

Nem sei, se foste tu que me abraçaste ou fui eu que te procurei
quando nos sentimos, se te perdi ou encontrei, não sei

O som do teu sabor, orvalho a arder!
a boca perfumada, no beijo que te dei
lábios floridos com os teus desnudos, o prazer de viver

Do meu olhar triste, encontro os teus e sei que existes
ébria de luz, descubro, pertencerem-me as tuas cores
(aquelas que de olhos fechados sinto e toco)

E falo de ti  à noite...lágrimas, sonhos e milagres
que amor este, quando no meu peito adormecem as flores

De tanto morrer e ressuscitar
nasce o dia numa estrela
perfumado para te amar



sábado, 5 de outubro de 2013

Prova-me

Beija-me...
O sol dos teus lábios é amor que a minha pele respira

Perde-te...

Delicias o segredo do fruto e tulipa negra, verdadeira
Percorres o meu ventre, nas coxas ardentemente
Bebes as gotas da vida, desfolhando a flor por inteira

Gemidos embriagados na garganta
Mistérios, silêncios gritantes, soluços, as tuas mãos dançantes
Na boca do meu corpo, alma que arde, a pérola canta...

No grito dos meus olhos...vulcão

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Medos



 Enfrentei os meus medos

Andei na mesma rua
 Não vi a tua sombra
Senti a verdade nua e crua

Enfrentei os meus medos

 Morri e renasci
Ausente do teu olhar
Libertei os meus segredos
A ausência pressenti
 Da dor, loucura por te amar

Enfrentei os meus medos

 No fado da tua voz
 Chorei na pele o calafrio
Ao sentir o amor em nós
Perdida no lamento, o vazio

Prometi a mim mesma não chorar
 Calquei o coração
Retornei ao mesmo lugar
 Esmaguei esta paixão

Oh, meu amor, meu amor

Amargurada, recordo o teu olhar
 Invisível passo e morro no teu tempo
Calada, na esperança de te alcançar
 Espero por ti, na demora do pensamento

Prometi, prometi
Mas se tu és poema, o meu afecto
E viver é em ti renascer
Nada mais prometo




quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Ausência sentida



Ausentei-me do mundo, acordei abalançar
E todo o meu corpo é fonte, clara e perfeita, safira verdadeira
(tua, inteira)

... Na água pura, etérea, nua dos sentidos, habitas-me e sou mar
A  pele com saudade, é céu, silêncio perfumado, flor de laranjeira


No oceano do meu desejo deslizas, na paz dos deuses, luzes azuis e brisas, apenas tu e eu, felizes

Visão do paraíso, a boca no sol da tua boca, o nosso sorriso

...O céu de AMOR


sábado, 7 de setembro de 2013

Mar de rosas



Adoro,

Descobrir-te no mapa da noite, delirar com ousadia
os gemidos que calo em mim, o prazer que a nudez anseia

Adoro,

O céu da tua boca nua
ondulante, a língua que no beijo sua

Respira quem eu sou
o jardim do corpo no teu
abro-me em pétalas e tanto eu dou

Mar de rosas em movimento
a pele vulcão
prendo-te em mim com sedução

Faminta, brindo à vida, bebo da fonte em ti perdida...




terça-feira, 3 de setembro de 2013

Diz-me


Diz-me,
Se o meu olhar é aquele que te ama
Porque foges e te escondes na angústia?

Diz-me,
Se me sentes, e em ti guardas o beijo das palavras
Porque choram as minhas lágrimas?

E as mágoas
Porque as ouves, mas não as derrotas?

É a dor, emoção, o receio de me condenar ou absolver?
[pensas tu, para me esquecer]

Quem, quem?
Quem entende o meu presente e ampara o meu passado
O coração sufocado, a saudade no peito cravado?

Estou cansada, amargurada, deste amor sem grito
Da distância, do silêncio, da incoerência que faz sofrer
E se o nada é tudo, as estrelas serão veludo, onde me deito, o infinito
[ para não morrer]

E quando acordo, o sol é escuridão e para ti, eu escrevo...

Perco-me sem destino, o coração é teu
[a alma chora que és meu]
Respira o perfume que aqui deixo, as rosas caem do céu

O poema com alento, não me mata, mas sustenta, alimenta-me
[e só tu saberás decifrar-me]

O amor, chamo-o pelo teu nome
O teu nome, a minha fome









sábado, 31 de agosto de 2013

Eternidade



Havia lua, sol e fruta no teu corpo
Sabor, magia, que trago em mim
O céu, o mar e a terra
Aroma, ondas de alegria, que sinto assim

O toque astral, o calor dos seios, as estrelas na pele, celestial
Curiosa, o mel da tua boca, o doce que jorra das nascentes, gulosa
Corpo dentro do corpo, o voo do desejo acumulado, sensual

O fogo interior, intensidade, lado a lado, felicidade

Unidos, na viagem dos sentidos, liberdade
E o amor, é sim...eternidade






quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Porque te amo,gosto de ti




Amo-te,
O teu olhar é beijo que sinto e os lábios um sorriso nos meus olhos
És abraço no céu que me faz viver sem acordar

Amo-te,
O teu corpo é violino que oiço sem tocar, leio-te música sem fim, sons, que só tu sabes recordar

E porque te amo
Gosto quando falas sobre ti, contas histórias
Quando brincas e até choras

Amo-te,
És alma que habita em mim, odor de amor, que permite a minha pele respirar
Espero-te num grito silencioso que me dilacera a carne, em oração, e que só tu, a sabe perdoar, tu, mar e onda viva a pulsar
Silenciosa, alvorada de ternura, desaguam nos meus dedos, a loucura dos teus segredos, lagos de amor, espelhados, na luz do teu olhar

O chão flutuante...leito, amante, satisfeito, por te amar

Amo-te, amo-te!
Sinto-te sempre perto e os sonhos continuam adormecidos na esperança de um dia ficares enfim...
Sempre em mim

Porque te amo, gosto de ti, és eterno porque me ÉS




terça-feira, 20 de agosto de 2013

Amargura

 
 
 
Mulher dorida 
Na terra sem vida 
Uma flor silvestre 
No chão perdida 
Quiseras tu, triste rosa 
Ser liberdade, maresia, mar 
Perfume em prosa 
Embalo de mãe, alegria no olhar
 
Mas és acordada
Por melodias que gritam
Sem acorde, desafinadas...
Palavras frias, nuas, o nada
Estilhaços, pedras atiradas
Sem razão provocadas

Adormecido no coração, não havia sol no teu sorriso
Era a lágrima pousada no rosto que a memória desenhava
Sentimentos, medo, olhos de amargura, choravam sem aviso

A alma rasgada nas linhas do tempo, esqueceu seu nome
A tristeza num suspiro, deu um tiro por dentro
Agonia! sente e não mente, desespero, revolta com a fome

Por onde voa a pomba branca?
Dar-te-ia as minhas asas, são forradas de esperança

Onde encontras a tua paz?
Voaria contigo, soltaria as algemas dessa vida em alcatraz

No silêncio
Ouves, o amor que procuras

Um abraço, dentro de um abraço

domingo, 18 de agosto de 2013

Cartas da memória




Tenho cartas de paraísos secretos, lugares onde vivi, na memória dos meus olhos fotografias, abraços, murmúrios perdidos no tempo, momentos que só eu sei, gestos e suspiros ao som do vento


Tenho palavras vestidas de estrelas, aquela luz onde os poemas que pensei e nunca os disse, escrevi-os ao som do mar...

Glória eterna! guardo na alma, o luar do teu olhar



Tenho na pele tatuada, as tuas mãos, percorrendo o meu corpo num grito paixão, como uma melodia, violino que toca sem saber porque chora



Tenho-te nos sonhos, na intimidade da saudade, cintilam as asas, somos aves em liberdade



E no coração? guardo o livro da nossa história...

Aquela história, onde as tuas promessas de amor, ainda sonhavam voar...



Chora o Inverno lá fora, mas na poesia em que te vivo, és-me sol que brilha a toda a hora



Meu amor,

Sou a carta por abrir num poema por sentir...




Inocentemente



Inocentemente, acordei a pensar em ti, doces os lábios...

Nunca digas, que tudo foi tudo
A flor da minha pele desabrocha no outono do teu corpo
Silêncio...estou nua, imagina-me, voa sem rumo

A palavra é um mistério, a mente do poema, só tu, o saberás decifrar

Desata todos esses nós, o amor somos nós