sábado, 1 de fevereiro de 2014
para lá dos astros
Adormeci as palavras, que escrevi
(retornei onde fiquei e outrora me
perdi)
Na memória da minha boca, é doce o
beijo
Dispo-me na casa do teu corpo, abro a
porta do segredo
com dedos e sedas, flutuamos, sou tua
inteira
a saudade é mar que desagua na pele sem
medo
e assim te amo, ousamos, emoção pura e
verdadeira
(para lá dos astros)
Eu sou o voo a caminho do nosso desejo
(volto sempre a ti nas asas dos teus lábios)
Tanta poesia, amor, tanta poesia, que
sonhei por ti
( posso confessar-me? sempre te amei)
terça-feira, 28 de janeiro de 2014
Ausência
Nunca encontrei as palavras, que chamassem a tua presença
vem à ilusão, que do meu corpo e alma, chora o poema
Sou a saudade que lês, na triste ausência
domingo, 26 de janeiro de 2014
Reconheço-me
o brilho da noite eterna, sol
infinito, profundo, a noite abraça o dia
(a promessa da eternidade no teu olhar)
Recordo-me nos teus lábios, o céu
doces, com desejo, insaciáveis
o beijo sem fronteiras, oásis, sem tabus
(sou tanto tua que só na tua boca sinto o verbo amar)
Sinto-me na tua voz, o mar
suavidade, rebeldia, homem e menino
eterna, inquieta, sem destino
(a sabedoria e inocência da tua alma)
Reconheço-me no teu corpo
a pele na pele do outro
( o toque do teu toque, soluça-me a fala)
E tudo para te dizer
amo-te
quinta-feira, 23 de janeiro de 2014
Asas nuas
Sou nua quando escrevo
Porque desejas vestir a minha alma, se sabes serem nossas, todas as palavras?
Ouve-me...
liberta os teus medos, sou tua, nunca é tarde, espero-te e ainda é cedo
Tenho o teu nome, tatuado nas minhas asas
sábado, 18 de janeiro de 2014
Queres ainda descobrir quem sou?
Sou camaleão...
verde, azul, amêndoa, curiosa...não me queiras decifrar pela cor dos meus olhos
Não uso sempre o mesmo perfume
não tentes descobrir o meu cheiro, sou mar ou lume
Sou alma viajante, estou aqui, nunca quieta, estou ali, sempre desperta
não me procures onde sonhas ser a minha meta
O espírito tem asas, vivo os sentimentos livremente
não tentes adornar-me com laços cor de rosa
amo a liberdade colorida e vivo intensamente
Eu não conheço meio termo, sou tudo ou nada, chuva e sol, filha da natureza
Sou mística e esotérica, posso ser gótica ou angelical
no segredo do luar, a magia é ser especial
O meu sangue é paixão, a alma é flor, mas o meu ser é mutante
romântica, dou mistério, amor nasce o vulcão, traída viro arrogante
Sou sensibilidade e um sexto sentido que me faz avançar ou recuar...
não tentes decifrar-me muito menos enganar-me
quando pensas que estou em ti, eu já sou para além de ti, arrisco voar
Amo a vida, adoro sorrir, por vezes sinto-me perdida
mas logo recupero, renovo-me sempre que acordo...
Pessoas inteligentes atraem-me, impaciência e impulsividade fazem parte de mim
Queres ainda descobrir quem sou?
Nem por um segundo largo a mão da imperfeição
sou leal e mesmo na loucura sigo sempre a voz do coração
Nada sei e tudo eu sei
Não perguntes quem eu sou, sou apenas...
Sombra nua, negra, crua, colorida
(onde vou e estou, sigo, choro e sorrio)
sou destino, sem regras, na solidão do meu vazio
( asa, viagem, pouso e partida)
Não perguntes o que quero...não sei, mas sei que te quero
desespero sincero
Não me perguntes....procura-me
São minhas, todas as dores
São tantas as sombras, quem liberta a minha dor?
(prisão e desalento nas trevas de um amor)
O barco sem leme
a chuva que cai, em prantos, perdida vai
gota a gota, o destino geme
Escondida na escuridão, lamento por chorar
a palavra esquecida no vento de um adeus não dito
o coração dorido, na lentidão das horas, por te amar
Quem ampara as minhas lágrimas?
(vagueio na noite deserta sem estar alerta)
Espero, a alma tenta renascer
são caminhos, labirintos e tantos espinhos
vivo, vivo, a sorrir, sorrio sem morrer
São minhas as desilusões
a frieza que machuca, fere, mata
zumbido das mágoas sem estações
o corpo seco da folha morta
E nada faz sentido
penso no que sou e no sonho que acabou
A noite adormeceu as flores
e eu, alma nua, apaguei milagres
Ficaram as saudades...
quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
É eterna a saudade
Dos meus olhos mar, a tua boca em festa, enamorados...
o céu foi doce, frio, quente, amorangado
lábios tremiam, com o toque dos teus
e tu bebias dos meus
E quando chegavas?
Olhavas-me num vazio de palavras
(na terra do silêncio, deserto vagabundo)
Ouvias as minhas lágrimas?
(dentro de mim, um rio profundo)
Sabes,
a alma é colorida, iluminada
a alma é colorida, iluminada
Dos olhos chove o arco-íris, que desagua num beijo
o som e a cor, o paladar da flor, cascatas na pele de amor
no cume do meu ventre, o toque, o suor num parto de desejo
É eterna a saudade, anoitecer e madrugada
Sei-te de cor
restam-me as lembranças para sentir, calo-me para te ouvir
Sei-te de cor
restam-me as lembranças para sentir, calo-me para te ouvir
terça-feira, 14 de janeiro de 2014
Lá, bem longe de ti
Há o céu, a saudade, tu, eu e a vontade
Sei de um retrato que tiraste na intimidade que não
conheço
a palavra que pensaste e no silêncio choraste
sei de tudo um resto, um olhar, o gesto e do luar onde
adormeço
Sou a carta por abrir num poema por sentir...
(lá, bem longe de ti)
Abandono
Esperei toda a minha vida por ti, esperei-te e imaginava
perdi noção das horas, dos dias, as noites que foram poesias...
de longe, já te amava, quando te vi, eras tudo o que eu sonhava
O sol amanheceu comigo, nua no calor do teu abrigo
Abres a janela do quarto num respirar profundo...
(a brisa sufoca-me a garganta)
despido, vestes o mundo
Não, não, não meu amor, abraça-me nas tuas asas!
(rasgo-me no silêncio sem esse voo)
(rasgo-me no silêncio sem esse voo)
Antes de ires embora, não digas nada...
leva-me contigo ou nem me acordes
estou cansada
Só poderei amar-te nas palavras?
Grito mudo
As letras do meu desejo, vivem na minha pele
(andas comigo no invisível, o ultimo fôlego de vida)
É sempre em ti que sou o que escrevo
Um esboço do entardecer, cansado do adeus sem despedida
E grito, grito!
(sei-te de cor, sei o som do teu abraço e danço)
no espírito...
Esqueço-me na tua chegada
(a saudade na espera)
E vem a madrugada
Pedaço de mim
o veludo da noite adormecia o dia…
Hoje, sou o som do teu poema
(melodia)
(melodia)
Abandonada em mim, entrego-te o nosso amor
Fica
Fica, aqui comigo, não vás embora
preciso de ti, esquece a hora
Fica...tu e o silêncio, meu amor
não procuro ouvir a tua voz
respiro o teu odor
Fica...na sala, na cozinha, no quarto
é alma o que sinto, sei a tua presença
não me toques, ainda assim, não parto
Fica...à lareira, bebe vinho, saboreia
preenche este espaço vazio
da noite nasce o dia, no sono da poesia
Fica...sem falar nem tocar
entra na minha solidão
basta-me o teu olhar
Fica...
Entre o sonho e a realidade
(o fogo, um sol de lua, um gesto novo)
dou-te toda a liberdade
Ontem chorei-te ao relento
(embriagada, lágrimas de saudade)
soltei-as ao vento...
Hoje, acordei a teu lado
Amo-te
Amo-te sabias?
Distante
porque tu és diferente
Presente
vives na minha mente
Amo-te,
Na dor do teu silêncio, boca sem palavras
no rio que corre em ti
(essas tuas lágrimas)
em tudo o que tive, tivemos e nunca perdi
Amo-te,
Sei o teu medo, tanto fala e assim cala
(esse teu refugio, no vale da solidão)
a vida que procuras e as tuas decisões
e como acordas o dia como quem morre sem flores
Amo-te,
Quando choras
e sorris, enfim
quando acordas
(ausente de mim)
Amo-te
(in)segura do teu amor
na esperança de um dia beijares a flor
Amo-te nas minhas preces
dou-te a vida, rezo
(grito à morte que tanto desprezo)
Meu amor...
a alma é tempo, viaja no vento
(e sem desistir, passo horas a olhar o céu, para te
ouvir)
segunda-feira, 13 de janeiro de 2014
Despedida
Quando poderei seguir viagem?
se a minha força, a tua coragem
Como te poderei esquecer?
se o teu corpo respira no meu
é beijo, sorriso, que me faz viver
Acordo, oiço-te na alma e ainda cai a madrugada
e choro, silenciosa, a dor da tua voz
(murmúrios da boca cansada)
Como dizer-te adeus, és breve na chegada
(diz-me, prometo não chorar, já senti o nada)
Se da minha pele entristecida, por ti, nasce a poesia
adormecida
(sou tua e tanto, tanto, tua)
será poema a nossa vida
És o segredo que guardo no céu
És o segredo que guardo no céu
sábado, 11 de janeiro de 2014
Escuta-me
Escuta-me...
Ouves as minhas lágrimas?
já não sei dançar com as palavras...
Apaixonada
tu, uma sombra do meu desejo
e de tudo resta o nada
solitária, chora a boca pelo beijo
Fazes-me falta!
O que faço com este amor que sinto?
perdi-me no meu próprio labirinto
ardem-me as mãos
já não sei pintar o teu sorriso
( não, não, não! não minto)
Escuta-me...
(perto do rio, navego sem calma)
É voz a minha alma
Fala-me de amor
Nada mais
lamentes…
lembra-me dos
momentos felizes
Fala-me do
olhar
das estrelas
que sorriem ao dia
do sol que
acorda o luar
(e habito as
tuas horas de carinho e alegria)
Fala-me do
beijo
do arrepio
que veste o corpo
dos astros,
unidos com desejo
Fala-me da
nossa fome, de ti, de mim
e do mel que sua na pele
a sede que é
fogo, orgasmo frenesim
Fala-me da
paixão que vesti
do silêncio
ao gemido, a magia dos dedos
todas as
palavras, que um dia eu escrevi
(nua de
segredos)
Fala-me de
amor, da alma no céu...
(lá, já somos
eternos)
Memórias
Em que dia me
abandonei?
Qual a hora
em que me confessei?
Guardo em mim
momentos, a chuva em serenatas
aqueles
duvidosos e o tempo segue chorando
(caleidoscópio
onde procuro energias)
Pergunto-me,
estarei
errada ou será o mundo que me mata?
não sei onde
estou ou porque aqui ando
Guardo em
mim, pensamentos e nada importa
a janela está
fechada, na casa da memória
gritam...quando
abro a porta
Do que sei,
do que sinto, recordo a minha história
Ajoelho-me…em
liberdade
confesso às
palavras, ergue-se a sina dos meus medos
o rosário da
saudade
(extraída do
segredo que tocam os meus dedos)
Sobrevivem
aqueles dias em que sonho, para nascer
e um nada,
tão cheio de tudo
sorrio,
renovo, sempre que acordo, para crescer
Por amor
Amei-te e chamo-te ainda, tão perto de ti, meu amor
no grito em dor, saudade com garra, trago no peito as asas de um condor
Quero confessar-te...quero muito!
e desde que te vi, és alma que mora na minha alma
Nem sei, se foste tu que me abraçaste ou fui eu que te procurei
quando nos sentimos, se te perdi ou encontrei, não sei
O som do teu sabor, orvalho a arder!
a boca perfumada, no beijo que te dei
lábios floridos com os teus desnudos, o prazer de viver
Do meu olhar triste, encontro os teus e sei que existes
ébria de luz, descubro, pertencerem-me as tuas cores
(aquelas que de olhos fechados sinto e toco)
E falo de ti à noite...lágrimas, sonhos e milagres
que amor este, quando no meu peito adormecem as flores
De tanto morrer e ressuscitar
nasce o dia numa estrela
perfumado para te amar
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